HARMONIA; Elementos Musicais

posted by Marcio Rosa in Teoria Musical

É interessante pensar que um elemento tão complexo como a harmonia tenha se tornado tão natural aos nossos ouvidos. Quase toda a música que conhecemos é harmônica, e o costume nos “viciou” tanto que outros tipos de música não são assimiladas facilmente pelo ouvinte. A harmonia é também campo das maiores batalhas e controvérsias da história da música, especialmente no século XX. Sem dúvida nenhuma, isso ocorreu porque ela é o elemento musical mais intelectualizado - e, conseqüentemente, o que mais tem dogmas.

O desenvolvimento da harmonia se deu paralelamente ao advento das barras de compasso. Sem métrica regular, ficaria muito complicado qualquer tipo de harmonização ou de contraponto. Porém, a arte da harmonia, como seria de esperar, nasceu ainda muito primitiva. Ela só se desenvolveu no final da Idade Média para alcançar seu apogeu no Renascimento e, principalmente, no Barroco. Com a consolidação das escalas tonais, a harmonia tomou as feições que tem hoje. Por esse exemplo, fica claro que nenhum dos elementos musicais caminha sozinho; sem as novidades rítmicas e melódicas a harmonia não teria prosperado.

ACORDES
Mas o que é, afinal, a harmonia? A definição clássica diz: “é a arte ou a ciência dos acordes e de sua relação mútua”. Portanto, veremos primeiramente o que são acordes para depois voltarmos à conceituação de harmonia.

Acorde é a junção de três ou mais notas, ou tons, que soam ao mesmo tempo. Quando um pianista pressiona simultaneamente as teclas dó, mi e sol, está tocando um acorde.

Os acordes são usados geralmente nos acompanhamentos. Pense no contrabaixo de um trio de jazz. A função dele é, na maior parte do tempo, tocar acordes que façam a sustentação das melodias tocadas pelo piano e pelo trompete. Parece desimportante, mas não é. Se você escutar a mesma peça sem o acompanhamento do contrabaixo, pareceria que está faltando alguma coisa. E se o contrabaixista não estiver em um bom dia, errando os acordes ou se atrasando em relação aos companheiros, o resultado seria previsivelmente horrível.

As regras do acompanhamento são definidas pela harmonia. Vamos fazer uma comparação com a melodia: enquanto esta define o desenvolvimento horizontal de uma música (isto é, a sucessão de notas umas após as outras), a harmonia define o desenvolvimento vertical (as notas que são tocadas simultaneamente).

TRÍADES
Existem regras que definem a construção de acordes. A tradição manda que eles sejam feitos a partir da nota mais grave, adicionando a ela terças ascendentes. Muito complicado? Não. Digamos que a nota mais grave de nosso acorde seja dó. Como manda a regrinha, vamos adicionar a ele mi, que, do mais grave ao mais agudo, é a terceira nota. Temos dó-mi. A terça acima de mi é sol, então vamos acrescentá-lo ao acorde. No final, teremos dó-mi-sol-si-ré-fá-lá.

Claro que esse acorde monstruoso não existe na prática - nenhum pianista tem dedos suficientes para tocá-lo! Os acordes mais comuns têm apenas três notas. Eles são chamados de tríades. No caso acima, a tríade de dó seria dó-mi-sol.

TONALIDADE
Agora vamos fazer uso de nossos conhecimentos sobre as escalas. Como sabemos, cada nota de uma escala tem sua importância. A primeira nota é a tônica, a quinta é a dominante e a quarta é a subdominante, e esta é sua hierarquia.

Isto também vale para os acordes. As tríades construídas usando a tônica como base têm o mesmo poder relativo da tônica, e a mesma coisa com a dominante e a subdominante. Assim como as melodias de uma certa escala tendem a se concentrar em torno da tônica, as harmonias de acompanhamento também.

Voltando ao nosso trio de jazz, digamos que ele esteja executando uma peça em dó maior. Enquanto o piano e o trompete tocam melodias onde o dó e o sol têm papéis de destaque, o contrabaixo passa a maior parte do tempo repetindo o acorde de dó. Se ele tocar um ou outro sol, está fazendo o acompanhamento ficar mais interessante. Já se ele resolver experimentar um ré, vai ser um desastre. Esse acorde “errado”, desagradável, é o que se chama tecnicamente de dissonância. O contrário da dissonância é a consonância.

A tônica e o seu acorde formam o que se chama de tonalidade. Quando se diz que tal peça está na tonalidade de sol maior, isto significa que o tom principal é sol e que o acorde preponderante é a tríade de sol. As tonalidades têm o mesmo nome das escalas (os dois conceitos estão atrelados), portanto há 24 tonalidades, 12 maiores e 12 menores.

MODULAÇÃO
Uma peça de música não é composta inteiramente em apenas uma tonalidade. Tecnicamente, o artifício de passar de uma tonalidade a outra (e, conseqüentemente, trocar de escala) se chama modulação.

Tradicionalmente, a modulação se dá dentro de certas normas, definidas pela forma em que a obra é trabalhada. O resultado são modulações não muito ousadas: se passava de dó para mi, de mi para ré, e de ré de novo para dó, não se afastando muito da tônica e sempre a ela retornando.

Mas Wagner não via barreiras em sua busca de maior expressividade. Ele modulava mais freqüentemente, ia a tons distantes e nem sempre retornava à tônica. A esse artifício se dá o nome de cromatismo, já que quase todos os tons da escala cromática eram utilizados. Parece simples, mas revolucionou a música.

ATONALIDADE E POLITONALIDADE
Já no século XX, Schoenberg e seus discípulos levaram adiante as conquistas wagnerianas e abandonaram a tonalidade, abolindo a hierarquia entre os graus da escala. Assim, eles tinham os doze semitons da escala cromática, a quem atribuíram direitos iguais, sem tônica nem dominante. Por ser a negação da tonalidade, o sistema foi chamado de atonalidade.

Outra corrente de vanguarda foi a politonalidade. Aqui, duas tonalidades diferentes são utilizadas simultaneamente. Isto é, a linha melódica em uma tonalidade e o acompanhamente em outra. Em uma peça para piano isso se dá de forma mais aparente: a mão direita toca em dó maior enquanto a esquerda segue em mi menor, por exemplo. Obviamente, uma obra assim é quase que o oposto de uma obra atonal, por ser duas vezes tonal. Mesmo assim representa uma ruptura bastante drástica com as normas tradicionais de harmonia.

CONTRAPONTO
Nem sempre uma música se resume a uma linha melódica e outra de acompanhamento em acordes. Esse tipo de música é conhecido como homofônico e é apenas uma das três texturas musicais que existem.

Textura musical é a maneira como se apresentam as vozes de uma peça musical. Voz é cada um dos instrumentos da orquestra, cada mão de um pianista, ou cada seção de um coro. Assim, no nosso trio de jazz, o contrabaixo é uma voz, o trompete é outra, a mão esquerda do pianista é outra e sua mão direita também. Temos, portanto, quatro vozes. Em uma partitura a divisão de vozes fica bastante clara, já que cada uma delas tem sua pauta separada.

Se todas as vozes tocam sempre a mesma coisa, ou seja, em uníssono, a textura é monofônica. O canto gregoriano é o exemplo típico de monofonia. Não há acompanhamento, portanto não há harmonia nesse tipo de música.

Já vimos que quando uma voz se encarrega da melodia e outra, do acompanhamento, temos textura homofônica. A homofonia é bastante comum, mas normalmente a encontramos combinada com o terceiro tipo de textura, a textura polifônica. A polifonia ocorre quando duas ou mais vozes têm linhas melódicas distintas.

A arte de se fazer polifonia é conhecida como contraponto. Ela pode ser considerada, à primeira vista, o contrário da harmonia, mas não o é. Mais apropriadamente, o contraponto é a fusão da melodia com a harmonia. Ele se preocupa tanto com a independência das vozes como com sua junção - se analisadas verticalmente, as linhas melódicas separadas formam harmonias. Não é necessário dizer que a música polifônica é a mais difícil tanto para o compositor como para o ouvinte.

Porém, a maioria das peças que conhecemos não apresenta apenas um tipo de textura. Combinar partes homofônicas com polifonia ou melodias desacompanhadas é um dos recursos que os compositores têm em mão. O único limite é a imaginação.

MELODIA; Elementos Musicais

posted by Marcio Rosa in Teoria Musical

A melodia é o elemento mais misterioso da música. Não se sabe ao certo por que certas melodias nos despertam tantos sentimentos diferentes, nem por que uma melodia tem um caráter emocional diferente de outra, nem ao menos por que há melodias boas e outras não. O que faz uma boa melodia? Ninguém, nem os teóricos, nem os músicos, nem os compositores sabem responder essa pergunta.

Porém, nós, ouvintes, sabemos exatamente quando uma melodia nos agrada ou não. É algo inconsciente. Provavelmente, muito de nosso gosto melódico vem de berço - aquilo que crescemos habituados a ouvir é o nosso padrão de melodia. Mas não se tem certeza. A melodia continua como um fenômeno bastante obscuro e, por isso mesmo, fascinante.

O consenso é que belas melodias têm o poder misterioso de nos comover. A melodia é aquilo que nos prende a certas músicas. Existem melodias que “grudam” em nossos ouvidos. Outras não são tão fáceis de serem memorizadas, mas quando surgem, podem deixar qualquer um arrepiado de emoção. A melodia é, dos elementos musicais, o que mais nos toca e o que mais está ligado a nossos sentimentos íntimos.

ESCALAS MUSICAIS
A origem dessas melodias apaixonantes, entretanto, está na fria física das vibrações. Pense em um pedaço oco de bambu. Se você assoprar em uma de suas extremidades, terá obtido um som. Este som chama-se nota é a mais básica unidade de toda a música. Diminuindo o bambu com um faca e o assoprando novamente, soará outro som, outra nota. Outro corte, outra nota, e assim sucessivamente.

Uma hora, quando o bambu estiver consideravelmente reduzido, você notará que o som que você tirou dele não foi exatamente uma nota nova. Prestando atenção, você percebe que é a mesma primeira nota, só que mais aguda. Pronto, você esgotou as notas do seu bambu. Elas formam sua escala particular. Uma escala, portanto, não passa de uma sucessão de notas. A distância entre a primeira e a última nota se chama oitava (o porquê do nome veremos adiante).

Ao se dividir a oitava de maneira diferente, outra escala é obtida. Um conjunto de escalas chama-se sistema. Os gregos, que eram exímios matemáticos, fizeram seus cálculos e chegaram a uma quantidade de escalas que constituem o sistema grego. Cada uma das escalas desse sistema foi chamada de modo. Dessa maneira, quando se diz que uma melodia tal está no modo lídio, isso significa que ela foi construída usando-se as notas da escala lídia do sistema grego.

Os sistemas orientais e gregorianos de escalas também são divididos em modos, da mesma maneira. Juntamente com o grego, esses sistemas são conhecidos como modais. A música produzida até o Renascimento era predominante modal, e a música folclórica oriental ainda o é. Mas a maior parte da música ocidental que conhecemos hoje não é construída em escalas modais, mas em um sistema denominado tonal.

TONS E SEMITONS
A oitava do sistema tonal é dividida em 12 espaços iguais denominados semitons. Dois semitons formam um tom. Voltando ao nosso bambu, teríamos (st = semitom):

As notas são aquelas nossas velhas conhecidas: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó. A distância de uma nota a outra se chama intervalo. De dó a mi, por exemplo, há três notas, portanto o intervalo é de terça. Dó-fá é uma quarta, e dó-dó, uma oitava.

No sistema tonal, as escalas são sempre montadas cumprindo-se a seguinte ordem, tom-tom-semitom-tom-tom-tom-semitom, como abaixo:

Note que mi-fá e si-dó são semitons. Escalas como essa são denominadas diatônicas, e como começou na nota dó, a chamamos de escala diatônica de dó maior. Melodias em dó maior são sempre construídas nesta escala.

ACIDENTES
Para montarmos a escala diatônica de ré maior, por exemplo, basta iniciar pelo ré, seguindo o esquema tom-tom-semitom-tom-tom-tom-semitom. Ré-mi é um tom, então está correto. Porém mi-fá é um semitom e não um tom. Como prosseguiremos na escala?

Quando isso acontece, usam-se sinais especiais denominados acidentes. Os principais são o bemol e o sustenido:

Mi-fá sustenido, por exemplo, é um tom (mi-fá é um semitom, mais um semitom dado pelo sustenido, o que resulta em um tom). Segue a escala com todos os semitons:

Essa escala é denominada escala cromática. Apesar de ela ter todos os semitons, a maior parte da música que nós conhecemos utiliza uma escala diâtonica.

Continuando com a escala de ré maior, teríamos ré-mi-fá sustenido-sol-lá-si-dó sustenido. Melodias em ré maior são construídas nesta escala.

Podemos construir uma escala começando com cada um dos doze semitons. Portanto existem doze escalas diâtonicas maiores.

Existem também escalas menores, cuja construção é um pouco diferente - e bem mais complicada. São doze escalas diatônicas menores. Chegamos a vinte quatro escalas diâtonicas, que é o total de escalas do sistema tonal. A maior parte das obras que você conhece usa uma dessas 24 escalas.

HIERARQUIAS
Cada uma das sete notas (ou graus) de uma escala tem relações definidas com as demais. O primeiro grau se chama tônica e é o mais importante de todos. A maioria das melodias conhecidas tendem a se concentrar em torno da tônica, ou seja, não se afastam dela. A tônica da escala de fá maior, por exemplo, é fá, e em torno do fá ficarão a maior parte das notas das melodias construídas nesta escala.

O quinto grau é denominado dominante e só perde em importância para a tônica. A dominante da escala de ré maior, por exemplo, é lá. O quarto grau é a subdominante e fica em terceiro lugar na hierarquia tonal. Cada um dos graus tem um nome e uma hierarquia, mas a tônica, a dominante e a subdominante são os graus mais importantes.

Tais atributos podem parecer arbitrários, mas são baseados nos estudos da física de vibrações. E, como veremos no capítulo destinado à harmonia, eles também são comprovados diariamente na prática musical.

DODECAFONISMO
Arnold Schoenberg e os compositores da chamada Escola de Viena, nas primeiras décadas de nosso século, resolveram não utilizar mais escalas tonais. A partir de então, só escreveriam melodias construídas na escala cromática, utilizando todos os 12 semitons igualmente, sem nenhum tipo de hierarquia entre eles.

Um tempo depois, eles mesmos consideraram impróprio e anárquico este sistema e o reviram. Então criaram uma nova regra: nenhumas das 12 notas de uma série preestabelecida pode ser ouvida novamente até que todas as outras tenham sido tocadas. O sistema ficou conhecido como dodecafonismo serial e foi a coqueluche da vanguarda até a década de 50.

Melodias atonais são desconcertantes ao nosso ouvido, habituado com a música tonal. É necessário um esforço muito maior para compreender peças atonais. Essa dificuldade é ainda maior em obras seriais. As melodias compostas pelos vanguardistas dessas correntes deixaram de serem os grandes atrativos da sua música para serem um grande obstáculo - uma barreira praticamente intransponível para o ouvinte.

RITMO, Elementos Musicais

posted by Marcio Rosa in Teoria Musical

Quem nunca batucou em uma mesa, numa caixinha de fósforos ou mesmo no próprio corpo? Esse batuque, tão comum a todos nós, é a prova de que o ritmo é o mais natural dos elementos musicais. O nosso organismo, por exemplo, trabalha de forma ritmada: as batidas do coração, a respiração, as piscadelas dos olhos… enfim, os movimentos do corpo, em grande parte, são exemplos de ritmos básicos.

Até hoje se discute se a música surgiu para acompanhar a dança ou se a dança surgiu pelo estímulo da música. Porém em ambos está presente o ritmo. De qualquer forma, desde muito cedo o homem começou a criar ritmos diferentes para tornar mais atraentes as suas danças. E mais e mais variantes rítmicas foram sendo criadas, e sua complexidade aumentava. Portanto, o ritmo já era algo bastante desenvolvido quando da criação da escrita musical, no século X.

Obviamente, a partitura, quando foi criada, não estava tão desenvolvida quanto o ritmo. Pior ainda: não havia nenhum tipo de notação rítmica no sistema recém-criado. Até meados do século XI, só se compunha canto gregoriano, cujo ritmo era o da prosa, ditado pelo sentido das palavras que os monges entoavam. Assim, não havia mesmo necessidade de se escrever os ritmos.

Apenas a partir de 1200 que surge a barra de compasso. O que hoje parece prosaico, naquela época foi revolução. O simples risquinho permitiu com que os ritmos fossem anotados, independentemente das palavras ou do que mais fosse. As conseqüências disso foram enormes e se expandiram muito além das fronteiras do ritmo.

MÉTRICA MUSICAL
Mas como que as tais barras de compasso funcionam? Antes de vê-las em funcionamento, vamos dar uma olhada nos valores das notas. Valor de uma nota é a sua duração, isto é, o tempo que ela dura. O sistema de durações é baseado na nota inteira, chamada de semibreve. Quando uma música é escrita, o compositor indica qual a duração da semibreve. Essa indicação geralmente não é muito precisa. Mais para frente veremos como isso é feito.

Como sabemos, as barras de compasso dividem a música em unidades chamadas compassos. A mágica está no fato que todos os compassos de uma composição têm a mesma duração. Essa duração é definida logo no início da partitura, em dois números, um sobre o outro, assim:

Cada compasso do ritmo definido acima, 4/4 ou quaternário, comporta 4 semínimas (1/4 de nota). Matematicamente, a notação do ritmo foi obtida por uma operação simples com frações: 4 x 1/4 = 4/4.

Tradicionalmente, a batida do ritmo ocorre na primeira nota do compasso, marcada por um sinal de maior (>):

Poderíamos “traduzir” o compasso acima por UM-dois-três-quatro, UM-dois-três-quatro, etc. Você já ouviu essa cadência antes, certo? É a batida do rock. Outro ritmo conhecido é a da marcha: UM-dois, UM-dois, etc. Musicalmente:

A notação da marcha seria 2/4. A da valsa, também célebre, é 3/4:

Cante UM-dois-três, UM-dois-três e veja se não soa como uma valsa vienense.

VARIAÇÕES RÍTMICAS
Claro que podemos usar outras durações diferentes da semínima. Em um compasso 4/4, por exemplo, pode ser preenchido por apenas uma semibreve, ou por duas mínimas, ou por oito colcheias, ou pelo que durar o mesmo tempo que quatro semínimas. Todos os compassos abaixo estão no mesmo ritmo, 4/4:

Todos são compassos bastante diferentes, certo? Mesmo assim, duram o mesmo que o tradicional UM-dois-três-quatro, sem quebrar o ritmo.

Não apenas dessa maneira podemos fugir um pouco das rígidas limitações da barra de compasso. Como foi visto, geralmente se acentua a primeira nota de cada compasso. Mas isto não é obrigatório. Podemos acentuar a segunda, ou a terceira.

Cansado de simples 2/4 e 3/4? Tente o 5/4 que Tchaikovsky utilizou no segundo movimento da Sinfonia Patética:

Note que não apenas o primeiro tempo é acentuado, como o terceiro. Na verdade, o 5/4 não é um ritmo comum. É a fusão de dois ritmos: 2/4 e 3/4.

POLIRRITMIA
Achou o 5/4 de Tchaikovsky ousado? Saiba que Stravinsky, no século XX, levou a experiência mais adiante. Ele simplesmente mudava de metro todo compasso. Isso quer dizer que ora ele usava 2/4, ora 4/4, depois 3/4, dessa maneira:

Stravinsky não parou por aí. Ele e outros compositores foram ainda mais longe e resolveram fazer com que o acompanhamento de uma peça fosse tocado em um ritmo diferente da linha melódica. Pense em um pianista. Quando ele executa uma obra polirrítmica, sua mão direita toca em 2/4, por exemplo, e a mão esquerda em 3/4, assim:

O importante aqui é que os tempos fortes (as primeiras notas) não coincidem. E formam efeitos rítmicos realmente diferentes, bem distantes da monotonia das valsas de Strauss, do velho e eterno UM-dois-três, UM-dois-três…

ANDAMENTOS
Vimos anteriormente que a nota inteira ou semibreve não tem valor em si, mas que ele é definido pelo compositor na criação da música. É algo arbitrário e que varia bastante - dependendo da peça, a semibreve pode durar 15 ou 2 segundos. O que vai dizer qual a duração da semibreve é o andamento.

O andamento é aquela frase, geralmente em italiano, que dá nome aos movimentos das sinfonias, sonatas, concertos, etc. O nome do nosso próprio site, Allegro, é um andamento. Ele significa, obviamente, “alegre”, e indica que o movimento deve ser executado de forma mais ou menos rápida e leve, sem correrias mas sem lentidões excessivas. A semibreve, então, é definida a critério do intérprete, de acordo com o que ele achar mais apropriado ao sentido da obra.

Há muitos outros nomes, mas eles geralmente são variações destes principais. Como eles estão geralmente em italiano, fica razoavelmente fácil para percebemos seus signficados; menos para Schumann e Bruckner, que anotavam os andamentos em alemão! Aí fica um pouco mais complicado…

INTRODUÇÃO, Elementos Musicais

posted by Marcio Rosa in Teoria Musical

Assim como um bolo tem seus ingredientes, uma peça musical também tem os seus. Em música, costuma-se chamar esses ingredientes de elementos musicais, e existem quatro deles: ritmo, melodia, harmonia e timbre. O ato de compor não é nada mais que a aplicação desses quatro elementos básicos.

Quando o compositor começa a criar sua música, ele tem à sua disposição uma infinidade de caminhos a tomar em cada um desses quatro campos. É isso que faz com que toda peça seja única e exclusiva - a união de seus elementos é sempre diferenciada, por mais que eles, isoladamente, possam ser iguais aos pares de outras peças.

Porém, nem toda música apresenta todos os quatro elementos básicos citados. A música de alguns povos primitivos é apenas rítmica; o canto gregoriano, por sua vez, somente melódico. Da mesma maneira, cada período histórico voltou o foco a um elemento específico. Mas sempre é bom lembrar que, para uma peça ser considerada completa, ela deve ser bem resolvida em todos esses aspectos básicos.

Vamos a eles, pois. Começaremos pelo RITMO, o mais básico e contagiante de todos. Passaremos então pela MELODIA, o que mais nos toca o coração, para chegarmos à HARMONIA, o mais intelectualizado e complexo dos elementos. Por fim, saíremos do papel pautado das partituras e entraremos no mundo sonoro do TIMBRE. Pronto? Então aperte os cintos e boa viagem!

A CANÇÃO DA MEIA-NOITE DE ZARATUSTRA

posted by Marcio Rosa in Libretos

Quarto movimento, para mezzo-soprano e orquestra

Oh, homem! Presta atenção!
O que a mais profunda meia-noite diz?
Eu dormia.
E do mais profundo sonho eu acordei!
Profundo é o mundo!
E ainda mais profundo que o dia tinha pensado!
Oh, homem! Oh, homem!
Profundo, profundo é seu desgosto!
Mais profundo que a dor no coração!
O desgosto grita: segue teu caminho!
Mas toda a alegria busca a eternidade!
A profunda, profunda eternidade!

(trecho de Assim falou Zaratustra, de Nietzsche)

REQUIEM

posted by Marcio Rosa in Libretos

INTROITUS

REQUIEM

Dá-lhes, Senhor, o eterno descanso,
e que a luz perpétua os ilumine, Senhor.
Em Sião cantam dignamente vossos louvores.
Em Jerusalém vos oferecem sacrifício.
Escutai minhas preces, Vós,
a quem se dirigem todos os mortais.
Dá-lhes, Senhor, o eterno descanso
e que a luz perpétua os ilumine.

KYRIE

Senhor, tem piedade.
Cristo, tem piedade.
Senhor, tem piedade.

SECUENTIA

DIES IRAE

Dia de ira será aquele
em que o mundo será reduzido a cinzas,
segundo os oráculos de Davi e da Sibila,

Grande será o temor
quando aparecia o justo Juiz
para pedir contas de tudo o que fizemos!

TUBA MIRUM

A terrível trombeta soará
onde haja mortos
para chamá-los ante o trono.

Morte e natureza ficarão horrorizadas
quando ressuscitarem todos os mortos
para prestar contas ao Juiz.

Vão se abrir os livos
onde consta o que fizemos na vida,
e segundo os quais seremos julgados.

Quando o Juiz se senta
tudo se manifestará, por mais oculto que esteja,
e nada ficará sem seu prêmio ou seu castigo.

Que poderei responder, desgraçado de mim?
A que protetor poderei invocar
quando nem os próprios justos estarão seguros?

REX TREMENDAE

Ó Rei de temível majestade
que nos salvai pela graça vossa,
salvai a mini, fonte de misericórdia!

RECORDARE

Lembrai-os Jesus piedoso,
que sou a causa de vossa vida;
não deixeis que me perca naquele dia.

Buscando-me tivestes que sentar, fatigado,
para redimir-me morrestes na Cruz
Que não seja em vão o vosso esforço!

Justo Juiz dos castigos,
Concedei-me a remissão dos meus pecados
antes de que chegue o dia de prestar contas.

Gemo porque sinto-me culpável,
ruborizo-me por minhas faltas;
suplicante peço-vos, Deus meu, vosso perdão.

Tu que perdoaste Maria Madalena
e escutaste a prece do ladrão
dá-me também esperança de perdão.

Minhas preces não são dignas
mas peço-te, pela tua bondade,
que não me atires ao fogo eterno.

Coloca-me entre as tuas ovelhas
e separa-me das cabras
colocando-me à tua direita.

CONFUTATIS

Atirados os condenados às terríveis chamas,
acolhei-me entre os eleitos,

Suplicante e prosternado rogo-te
com o coração contrito e reduzido a cinzas
que cuides da minha hora derradeira.

LACRIMOSA

Ó dia cheio de lágrimas
em que o homeni ressurgirá das cinzas
para ser julgado por Ti.

Perdoai-lhes, Deus meu. Piedoso Senhor Jesus,
dai-lhes o descanso eterno. Amém.

OFFERTORIUM

DOMINE CHRISTE

Senhor Jesus Cristo, Rei da Glória,
Livrai as almas dos fiéis defuntos;
Livrai-as das penas do inferno
e do lago sem fundo; livrai-as das garras
do leão, para que não sejam confundidas
nos abismos nem precipitadas nas trevas,
Que São Miguel, o Príncipe dos anjos,
os guie até a luz santa:
o que havíeis prometido a Abraão
e a toda a posteridade.

HOSTIAS

Oferecemo-vos, Senhor, orações
e sacrifícios de louvor, recebei-os pelas almas daqueles
que recordamos: fazei que passem da morte à vida.
Hosana nas alturas.

SANCTUS

Santo, Santo, Santo
é o Senhor, Deus das forças celestiais.
Céus e terra estão cheios de vossa glória.
Hosana nas alturas.

BENEDICTUS

Bendito seja o que vem em nome do Senhor.
Hosana nas alturas.

AGNUS DEI

Cordeiro de Deus, que tiras os pecados do mundo,
dá-lhes o descanso.
Cordeiro de Deus, que tiras os pecados do mundo,
dá-lhes o descanso.
Cordeiro de Deus, que tiras os pecados do mundo,
dá-lhes o descanso eterno.

COMMUNIO

Que a luz eterna os ilumine, Senhor:
por toda a eternidade, já que sois piedoso.
Dá-lhes, Senhor, o descanso eterno,
e que a luz perpétua os ilumine.

ODE À ALEGRIA, BEETHOVEN, Ludwig van

posted by Marcio Rosa in Libretos

ODE À ALEGRIA
Movimento final coral

SOLO DE BARÍTONO
Cessemos, ó irmãos, nossos lamentos!
Elevemos aos Céus um canto de alegria!

SOLO DE BARÍTONO, QUARTETO VOCAL E CORO
Alegria, alegria! Filha do Eliseu,
Ébrios de luz adentremos seu templo glorioso.
Tua magia une o que a moda em vão pensa destruir.
Sob tuas amplas asas todos são irmãos.
Se fores capaz de amar, junta-te a nós.
Se não, infeliz, chora teu isolado pranto.
Vinho, beijos e fortes amizades a alegria concede,
que haja alegria para os seres da terra,
alegria haja entre os querubins perto de Deus.

SOLO DE TENOR E CORO
Cruzam os céus astros em fogo.
Alegria vitoriosa vos ilumina

CORO
Que se abracem todos os seres!
Um beijo para o mundo!
Acima das estrelas o Criador nos protege.

QUARTETO VOCAL E CORO
Abraçai-vos, milhões de irmãos!

Grade do Curso de Violino - Métodos de estudo de Violino

posted by Marcio Rosa in Violino

Segue minha sujestão de estudo para Violino do iniciante ao avançado, todo o curso leva em média 10 anos e 6 meses para concluir.

Level 1 - iniciante

Suzuki Livros 1 e 2
Schmoll Método para Violino
Sevcik Escola para Técnica de Arco, Op. 2
Sevcik School Escola para Técnica de Violino, Op. 1
Laoureux Método Prático para Violino, Parte 1
Sitt – 100 Studies OP 32, Book 1

Level 2 – Posições, detaché e legato

Suzuki Livros 3 e 4
Maia Bang, Método para Violino, Parte 2
Sevcik Escola para Técnica de Arco, Op. 2
Laoureux Método Prático para Violino Parte 1 - posições
Sevcik Escola para Técnica de Violino, Op. 1
Sitt – 100 Studies OP 32, Book 1

Violino e Piano
Kuechler Concerto em D-Maior, Op. 14
Perlmen indian Concertino
Perlmen Israeli Concertino
Portnoff Concertino em E-menor, Op. 13
Rieding Marcia
Rieding Concerto em G-Major, Op. 34
Rieding Concerto em D-Major, Op. 36
Seitz Concerto em G-Major, No. 1, Op 13

Level 3 - Mudança de posições, spiccato

Suzuki Livros 5 e 6
Schradieck Escola para Técnica de Violino, Livro 1 - 4
Sevcik Estudos Preparatórios para Trill, Op. 7
Sevcik Escola para Técnica de Arco, Op. 2
Sevcik Escola para Técnica de Violino, Op. 1
Sevcik Shifting, Op. 8
Wohlfahrt 60 Estudos, Op. 45

Violino e Piano
Fiocco Allegro
Kuechler Concerto em D-Major, Op. 12
Portnoff Concertino em A-menor, Op. 14
Rieding Concertino em D-Maior,Op. 5
Seitz Concerto em D-Maior, No. 4, Op.15
Severn Dança Polonesa

Violino e Orquestra
Vivaldi Concerto em A-menor, Op. 3, No. 6
Vivaldi Concerto em G-Maior, Op. 3, No. 3

Level 4 - Tocando em todas posições, duas cordas, vibrato

Suzuki Livros 7 e 8
Flesch Sistema de Escala
Kreutzer 42 Estudos
Schradieck Escola para Técnica de Violino, Livros 1 - 4
Sevcik Double Stops, Op. 9
Sevcik Estudos Preparatórios para Trill, Op. 7
Sevcik Escola para Técnica de Arco, Op. 2
Sevcik Escola para Técnica de Violino, Op. 1
Sevcik Shiftemg, Op. 8
Wohlfahrt 60 Studies, Op. 45

Violino e Piano
Debussy Girl with the Flaxen Hair
Dvorak Sonatema Op. 100
Elgar Salut d’Amour
Faure Apres un Reve
Händel 6 Sonatas
Kreisler Rondemo on a Theme by Beethoven
Kreisler Liebesleid
Rachmanemov Vocalise, Op. 34, No 14
Schubert Sonatemas, Op. 137
Seitz Concerto em G-menor, No. 3, Op.12
Vitali Chaconne em G-menor

Violino e Orquestra
Bach, J.S. Concerto em A-menor, No.1
Bach, J.S. Concerto em E-Major, No.2
Bach, J.S. Double Concerto em D-menor for 2 Violinos
Accolay Concerto em A-menor, No.1
Haydn Concerto em G-Major, No. 2

Level 5 - Produção de som puro e expressivo

Suzuki Books 9 & 10
Flesch Scale System
Kreutzer 42 Studies
Schradieck Escola para Técnica de Violino, Books 1 - 4
Sevcik Double Stops, Op. 9
Sevcik Estudos Preparatórios para Trill, Op. 7
Sevcik Escola para Técnica de Arco, Op. 2
Sevcik Escola para Técnica de Violino, Op. 1
Sevcik Shiftemg, Op. 8

Violino e Piano
Bach, J.S. Sonatas for Violino & Harpsichord, BWV 1014 - 1019
Bartok Romanian Folk Dances
Dancla 6 Airs Variés, Op. 89
Kreisler Sicilienne & Rigaudon
Mozart Sonatas
Prokofieff Five Melodies
Ries Perpetuum Mobile, Op. 34, No. 5
Riedemg Concerto em E-menor, Op. 7
Saemt-Saens Sonata em D-menor, No. 1, Op. 75
Sarasate emtroduction & Tarantella, Op. 43
Tartemi Sonata ‘Didone Abandonata’, Op. 1, No. 10
Tchaikovsky 3 Pieces (Meditation,Scherzo,Melodie) Op. 42
Tchaikovsky Serenade Melancolique, Op. 26
Wieniawski Legende, Op. 17

Violino e Orquestra
Beriot Concerto em A-menor, No. 9, Op. 104
Beriot Scene de Ballet, Op. 100
Haydn Concerto em C-Major, Op. 48
Kabalewski Concerto em D-Major, No. 2, K 211
Mozart

Level 6 - Todas as cordas e formações, variedade de vibrato, escalas e 2 cordas em velocidade rápida

Flesch Scale System
Kreutzer 42 Studies
Sevcik Double Stops, Op. 9
Sevcik Estudos Preparatórios para Trill, Op. 7
Sevcik Escola para Técnica de Arco, Op. 2
Sevcik Escola para Técnica de Violino, Op. 1
Sevcik Shiftemg, Op. 8

Violino e Piano
Beethoven Sonatas, No. 1-8
Bloch Nigun
Brahms Sonatas, Op. 78, 100, 108
Brahms Sonatensatz from F.A.E.Sonata
Falla Suite Populaire Espagnole
Faure Sonata em A-Maior
Faure Sonata em E-menor
Grieg Sonata em G-Major, No. 2, Op. 13
Grieg Sonata em C-menor, No. 3, Op. 45
Ives Sonata, No. 4
Kreisler Praeludium and Allegro
Kreisler Liebesfreud
Kreisler Schön Rosmarem
Kreisler Tambourem Chemois
Leclair Sonata em D-Major, Op.9, No. 3
Messiaen Theme et Variations
Prokofieff Sonata em D-Major, Op. 94
Sarasate Caprice Basque, Op. 24
Sarasate Habanera, Op. 21, No. 2
Sarasate Romanza Andalusa ,Op. 22, No. 1
Semdemg Suite, Op. 10
Stravemsky Duo Concertante
Stravemsky Suite Italienne
Szymanowski Mythes, Op. 30
Szymanowski Nocturne & Tarantelle
Vieuxtemps Souvenir d’Amerique ‘Yankee Doudle’
Copland Sonata
Franck Sonata

Violino e Orquestra
Beethoven Romance em G-Major, Op. 40
Beethoven Romance em F-Major, Op. 50
Haydn Concerto em C-Major, No. 1
Kreisler Concerto em C-Maior(em the style of Vivaldi)
Mozart Concerto em G-Major, No. 3, K 216
Mozart Concerto em D-Major, No. 4, K 218
Vivaldi Four Seasons: Spremg em E-Major, Op. 8, No. 1
Vivaldi Four Seasons: Summer em G-menor, Op. 8, No. 2
Vivaldi Four Seasons: Autumn em F-Major, Op. 8, No. 3
Vivaldi Four Seasons: Wemter em F-menor, Op. 8, No. 4

Violino Solos
Bach, J.S. Partita em E-Major, BWV 1006
Bach, J.S. Partita em D-menor (without Ciaconna) BWV 1004
Hemdemith Sonata for Solo Violino, Op. 31, No. 1
Hemdemith Sonata for Solo Violino, Op. 31, No. 2
Prokofieff Sonata for Solo Violino. Op. 115

Level 7: Coordenação entre mão direita e esquerda, solida entonação incluindo passagens em 2 cordas

Dont 24 Caprices, Op. 35
Fiorillo 36 Caprices
Flesch Scale System
Kreutzer 42 Studies
Rode 24 Caprices
Sevcik Double Stops, Op. 9
Sevcik Estudos Preparatórios para Trill, Op. 7
Sevcik Escola para Técnica de Arco, Op. 2
Sevcik Escola para Técnica de Violino, Op. 1
Sevcik Shiftemg, Op. 8

Violino e Piano
Copland Hoe Down from Rondo
Gershwem-Heifetz Selections form ‘Porgy and Bess’
Kreisler Caprice Viennois
Kreisler Variations on a Theme by Corelli
Prokofieff Sonata em F-menor, Op. 80
Rimsky-Korsakov Flight of the Bumble Bee
Schubert Fantasie em C-Major, Op. 159
Schubert Rondeau Brilliante em b-menor, Op. 70
Schubert Duo em A-Major, Op. 162
Schumann Sonatas, Op. 105 & 121
Strauss Sonata em E-flat-Major, Op. 18
Suk Four Pieces, Op. 17
Tartemi Sonata ‘Devil’s Trill’
Debussy Sonata
Ravel Sonata

Violino e Orquestra
Bartok Rhapsody No. 1
Bartok Rhapsody No. 2
Beethoven Triple Concerto
Mendelssohn Concerto em D-menor
Mendelssohn Double Concerto em D-menor, Violino and Piano
Mozart Concerto em B-flat Major, No. 1, K 207
Mozart Concerto em A-Major, No. 5, K 219
Mozart Semfonia Concertante em E-flat-Maior
Vaughan Williams The Lark Ascendemg
Viotti Concerto em A-menor, No. 22
Viotti Concerto em G-Major, No. 23
Bartok Concerto No. 1
Khatchaturian Concerto

Violino Solos
Bach, J.S. Sonata em G-menor, BWV 1001
Bach, J.S. Partita em B-menor, BWV 1002
Bach, J.S. Sonata em A-menor, BWV 1003

Level 8 - Escolha confortável da posição, e domínio avançado do arco e entonação

Dont 24 Caprices, Op. 35
Fiorillo 36 Caprices
Flesch Scale System
Kreutzer 42 Studies
Rode 24 Caprices
Sevcik Double Stops, Op. 9
Sevcik Estudos Preparatórios para Trill, Op. 7
Sevcik Escola para Técnica de Arco, Op. 2
Sevcik Escola para Técnica de Violino, Op. 1
Sevcik Shiftemg, Op. 8

Violino e Piano
Bartok Sonata No. 1
Bartok Sonata No. 2
Bazzemi La Ronde des Lutems, Op. 25
Beethoven Kreutzer Sonata, No. 9, Op. 47
Demicu-Heifetz Hora Staccato
Elgar La Capricieuse
Paganini Moto Perpetuo
Paganini Moses variations
Paganini Sonata em E-menor
Paganini-Kreisler La Campagnella
Sarasate Zapateado, Op. 23, No. 2
Wieniawski Origemal Theme with Variations, Op. 15
Wieniawski Scherzo Tarantelle, Op. 16
Wieniawski Polonaise Brilliante em D-Major, Op. 4
Wieniawski Polonaise Brilliante em A-Major, Op. 21

Violino e Orquestra
Barber Concerto, Op.14
Bruch Concerto em G-menor, No. 1, Op. 26
Bruch Concerto em D-menor, No. 2, Op. 44
Bruch Scottish Fantasy, Op. 46
Chausson Poeme, Op. 25
Dvorak Romance em F-menor, Op. 11
Lalo Symphonie Espagnole, Op. 21
Mendelssohn Concerto em E-menor, Op. 64
Prokofieff Concerto em D-Major, No. 1, Op. 19
Prokofieff Concerto em G-menor, No. 2, Op. 63
Ravel Tzigane
Saemt-Saens Concerto em B-menor, No. 3, Op. 61
Saemt-Saens Havanaise, Op. 83
Sarasate Zigeunerweison, Op. 20
Spohr Concerto em A-menor, No. 8
Wieniawski Concerto em D-menor, No. 2, op. 22
Berg Concerto
Penderecki Concerto

Solos de Violino
Bach, J.S. Ciaconna from Partita em D-menor, BWV 1004
Bach, J.S. Sonata em C-Major, BWV 1005

Level 9 - Técnicas avançadas.

Flesch Sistema de Escalas
Paganini 24 Caprices, Op. 1
Sevcik Double Stops, Op. 9
Sevcik Estudos Preparatórios para Trill, Op. 7
Sevcik Escola para Técnica de Arco, Op. 2
Sevcik Escola para Técnica de Violino, Op. 1
Sevcik Shifting, Op. 8

Solos de Violino
Bartok Sonata para Violino Solo
Ysayë Six Sonatas, Op. 27

Violino e Piano
Tchaikovsky Valse Scherzo, Op. 34
Waxman Carmen Fantasy

Violino e Orquestra
Beethoven Concerto em D-Major, Op. 61
Brahms Concerto em D-Major, Op. 77
Brahms Double Concerto em A-menor, Op. 102, for Vln & Cello
Dvorak Concerto em A-menor, Op. 53
Glazunov Concerto em A-menor, Op. 82
Goldmark Concerto, Op. 28
Nielsen Concerto, Op. 33
Saemt-Saens emtroduction and Rondo Capriccioso, Op. 28
Sarasate Carmen Fantasy, Op. 25
Sibelius Concerto em D-menor, Op. 47
Stravemsky Concerto em D-Maior
Tchaikovsky Concerto em D-Major, Op. 35
Vieuxtemps Concerto em D-menor, No. 4, Op. 31
Vieuxtemps Concerto em A-menor, No. 5, Op. 37
Szymanowski Concerto No. 1
Szymanowski Concerto No. 2

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